QUANDO NASCE UMA MÃE, NASCE UMA CULPA?
QUANDO NASCE UMA MÃE, NASCE UMA CULPA?
A Culpa (com C maiúsculo)

QUANDO NASCE UMA MÃE, NASCE UMA CULPA?

A Culpa (com C maiúsculo)

Desde que me vi mãe, me sinto culpada por alguma coisa. E a medida em que ela cresce, vejo que não será diferente. Alice frequenta a escola, em tempo integral. O que, para mim, na minha realidade, funciona bem. O que não me exime de sentir culpada por todo o tempo em que ela passa na escola. Mas, lá no fundo, talvez em um acordo no Juizado das mães, parece que manter filhos na escola enquanto se trabalha exime as mães de um pouco de culpa – quase que uma licença poética.

Mas, e o depois? E o horário que deveria estar na academia? Ou na pós? Ou no happy hour do trabalho? Ou no jantar com as amigas? Ou na escapada durante o final de semana com o marido? Eu simplesmente NÃO CONSIGO. Na verdade, ainda não sei se não consigo porque não quero ou não quero porque não consigo. Fato é, prefiro estar com ela. O doido de tudo isto é que quero em alguns momentos tanto uma velha vida de volta (como se fosse para dar uma respirada funda naquela atmosfera e voltar com a corda toda), um pouquinho de tempo para mim, para ser algo além de mãe ou funcionária, ser só eu, e mais nada e sem nada a dever. Mas eu simplesmente não consigo.

Enfim, em alguns momentos este conflito me incomoda, porém quando jogo na balança, o estar com ela tem sempre maior valor – alguns momentos é um “peso”, mas na grande maioria do tempo, o que pesa na balança é o mesmo que enche meu coração. Me permito cansar, me permito reclamar, e desculpo desde já minhas amigas (principalmente as não mães) que acham que estou louca e deveria fazer diferente. Entendam, esta é a minha escolha no momento, sou – e estou – feliz assim. É clichê, mas sei que ela vai crescer, que vai preferir outras companhias em relação a minha, e nestes momentos eu não terei opção. Então, enquanto posso – e quero! – me dedico a ela em todas as horas livres de obrigação que possa ter, simples assim.

SE VOCÊ GOSTOU DESSE RELATO, VAI CURTIR ESSE OUTRO QUE A LORENA FALA MAIS SOBRE A MATERNIDADE

SER MÃE… É PAGAR LÍNGUA QUASE TODO DIA!

  Quantas vezes você julgou sua amiga com filhos?

LORENA CASTRO

Mãe da Alice (2 anos), esposa do Lobão e tia de quatro lindos sobrinhos: Enzo (10 anos), Valentina (9 anos), Lucca (7 anos) e Manu (4 anos) que acabaram sendo um teste para a maternidade. Costumava ela dizer, antes da Alice, que era a mais maternal das amigas, mesmo sem ter filhos. Escrever sempre foi um prazer, queria ter agilidade de colocar no papel as palavras que brotam na mente assim, de repente, ao maternar. Ser mãe sempre foi um sonho, difícil de realizar, mas enfim, se concretizou! Formou-se publicitária, onde a intimidade com a escrita se estreitou em meio a tantas aulas de produção de texto.  Aqui no blog compartilha as dores e delícias do seu maternar através de crônicas emocionantes de temas corriqueiros desta jornada.

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