pai ajuda na criacao do filho
PAI, VOCÊ AJUDA NA CRIAÇÃO DO SEU FILHO?
Fotografia: Rochelle Gontijo

PAI, VOCÊ AJUDA NA CRIAÇÃO DO SEU FILHO?

PATERNIDADE POR RAFA ANDRADE

Com o avanço da tecnologia e a chegada dos smartphones, todo mundo tem na palma da mão um mundo de informação. Literalmente. E com isso, vieram os cursos, técnicas e práticas para tudo do seu dia a dia. A criação dos filhos não poderia ficar de fora.
Não é raro encontrar conteúdos com receitas de bolo para se fazer assim ou assado para seu filho dormir melhor, comer melhor, desenvolver mais rápido e assim por diante. Apesar de enxergar grandes utilidades em muitos conteúdos, é necessário ter um filtro para absorver a informação e aplicar ela no seu dia-a-dia tirando o peso “que você tem que” fazer isso ou aquilo.
Uma das mudanças mais significativas ao longo dos anos é o papel do pai e sua função na criação dos filhos. Com a saída da mulher ao mercado de trabalho, aos poucos, o homem foi ocupando mais o espaço de cuidador da família. E é nesse ponto que queria chegar.

As famílias de hoje são as mais diversas possíveis e é não cabe ditar o que seria ideal para o pai ou a mãe praticarem para ter um lar mais harmonioso. Muitas famílias nem tem os dois genitores presentes, outras tem composições com avós, pais e mães homoafetivos e por ai vai… O que devemos pensar não é o ideal, e sim o possível. O ideal muitas vezes é uma utopia. Mas dentro das possibilidades, já conseguimos idealizar uma paternidade muito além de prover.

O título dessa matéria, é uma provocação. Se você respondeu (mesmo que mentalmente) que sim, você ajuda, sinto lhe dizer que você pode até fazer seu papel com maestria. Mas isso não é uma ajuda. Ajuda é quando a gente se propõe a fazer algo que não é de nossa obrigação. Cuidar do nosso próprio filho nada mais é do que cumprir nossa obrigação. E espero que você não faça porque é obrigado.

Essa ideia de que o pai ajuda, reforça o dito popular de que quem cria é a mãe. E, ao mesmo tempo, coloca o pai no seu papel tradicional de ‘ajudante’.O mito de que mulher nasceu para ser mãe reforça que toda mulher nasce com um dom natural e vai saber trocar a fralda, amamentar, cozinhar, desfraldar, medicar quando necessário e entender todo choro do bebê. Isso é um grande mito e só serve para sobrecarregar a mãe e tirar essas responsabilidades do pai.
Tanto homem quanto mulher não nascem sabendo cuidar. A diferença é que a mulher é mais treinada para isso ao longo da vida e o homem não.Por isso é importante capacitar nossos filhos com sentimentos, afeto e cuidado desde cedo.O homem é capaz sim de cuidar. Mas como somos “treinados” desde cedo a não demonstrar emoções, crescemos com essa ideia de que a mulher vai saber resolver as questões relacionadas a casa e aos filhos enquanto a gente senta e espera.
É necessário fazer uma ressignificação do que é esse papel.Não me considero menos homem por trabalhar de casa e ficar com as crianças enquanto minha esposa trabalha fora. Muito pelo contrário.

“Trocar fralda, dar banho e dar um rolê na pracinha fazem parte do dia a dia, mas não te tornam paizão”

Proponho uma brincadeira para “medir” a nossa paternidade. Como disse, almoço, fralda, passeio é uma parte do dia a dia. Então a brincadeira é responder SIM ou NÃO para essas 6 perguntas abaixo:

  • Você já cortou a unha do bebê sem que a mãe “pedisse”.
  • Você já arrumou a gaveta guardando as roupas que não servem mais e colocando as outras de tamanho maior?
  • Você sabe qual é a próxima vacina?
  • Você já perdeu um dia de trabalho porque o filho estava doente enquanto a mãe foi trabalhar.
  • Você já participou de algum curso, palestra ou conteúdo sobre filhos sem o pedido da mãe?
  • Você sabe o peso da sua criança?


Antes de finalizar, é bom lembrar que a resposta sim ou não acima não significa que nós somos melhores ou piores pais. Aqui em casa, por exemplo, eu quase não toco nas gavetas. Cada casa funciona de um jeito. A brincadeira é apenas para ilustrar a quantidade de tarefas que uma criança exige e que na maioria das vezes é exercida pelas mães. E mesmo com tanta tarefa, o pai, ao dar banho, trocar fralda e passear no parque é visto como um super pai.
Um cara que faz isso mais todas as tarefas da brincadeira não é um super pai. Ele é “uma simples mãe.”

Abraço e até a próxima.

Rafa Andrade
Rafa Andrade

Rafa Andrade, natural de Beagá (MG) é fundador da Sem Choro e palestrante. Pai de dois filhos, o João (2007) e o Marcelo (2017). Com pouca idade e diante de uma paternidade inesperada, teve que lidar com sérias complicações no parto do João que ficou em coma durante uma semana e 1 mês internado no CTI. Com poucos anos, vivenciou duas paternidades intensas, fortes e que exigem muito dos pais: a paternidade solo e a de CTI. João tem TDAH e faz acompanhamento desde então. 10 anos depois, com a chegada do Marcelo, abandonou seu emprego formou para se dedicar em tempo integral à Sem Choro que é uma plataforma de conteúdo infantil para pais, mães e todo mundo que tem por perto uma criança. Atualmente, vive em sua casa, uma quebra de paradigma cultural da tradicional família. Trabalha de casa e fica com as crianças enquanto sua esposa é quem trabalha fora e é a provedora da casa.

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